segunda-feira, 20 de maio de 2013


Eu te amo, quero me casar com você, não sei por que ainda não fugimos pra viver juntinho, essa saudade nos corrói, destrói pra quando a gente se encontrar nos formarmos de novo, arrumando cada defeito e realçando as qualidades.
Quando durmo, fecho os olhos na esperança em que quando eu abrir eles, você esteja na minha frente, com aquele sorrisinho bobo pra me dizer bom dia ou me avisando que estamos atrasados ou que você hoje vai chegar mais tarde no trabalho, porque vai me levar pra tomar café com você no lugar que você mais gosta.
Espero o dia que as reclamações não sejam porque não te vejo todos os dias e sim, porque você deixou a luz acesa do banheiro ou deixou os chinelos no meio do caminho.
“Amor, já deu banho no Pietro?” “Já!” “Se eu for e pegar vocês dois, fazendo bagunça o bicho vai pegar!” “Calma amor, já vamos tomar banho...”. Eu quero ouvir isso, ir atrás de você e você estar brincando com nosso filho, de qualquer coisa, carrinho, vídeo-game, ou jogando aquele futebolzinho que você ama. 

Resumo do que nos trouxe aqui.


Eu ainda me lembro vagamente o que aconteceu naquele ano...
Eu mudei de sala, novos amigos, tudo novo, e ele, ora, ele seria meu primeiro amor...
Alto, cabelos pretos, pele branquinha, cara de menino, mas com um temperamento forte. Talvez seja aí o motivo de eu ter me interessado por ele.
Ele chegou atrasado, sentou na ultima carteira na minha direção, tirou seu caderno e quando estava ponto em cima da carteira, me notou. Um olhar de espanto, desconfiança, dúvida surgiu em seu rosto, mesmo assim virou pra frente e continuou o que estava fazendo, e eu, bom, eu estava meio perdida mesmo conversei com a primeira garota que meus olhos viram.
Passou algumas semanas de aula, pedi contato dele por já ter começado a conversar com ele, no começo ele ignorou, mas insisti pra que me passasse.
Começamos a conversar pela internet, fizemos o primeiro trabalho junto, quando descobrimos coisas em comum, amizades com pessoas que chamavam nossa atenção, não amávamos nenhum deles, porém, mexiam com a gente, até que um belo dia discutimos e paramos de conversar (ainda não sei qual era o motivo).
Passou um mês e por ajuda de uma amiga minha, (que perdi naquele mesmo ano, ainda acho que foi minha melhor amiga de todos os tempos) sabendo que eu gostava dele, fez a gente se acertar, depois disso, ficamos a primeira vez.
Nosso primeiro beijo, ele estava vestido com o uniforme e um moletom que naquele tempo ele amava e agora nem gosta muito, um tênis branco com cinza e uma mochila da Nike, cabelo arrepiado e um brinco que tinha um coração. Conversamos um pouco, eu estava nervosa, ele aparentava também estar, não tirava um sorriso bobo do rosto, quando nos aproximamos , tocou seu celular, era seu pai perguntando do irmão dele, ele desligou depois de uns 2 minutos de conversa, e me beijou, aquele perfume, aquele abraço gelado, aquelas mãos na minha cintura, aquilo me arrepia ainda, virei as costas pra ele e fui embora, correndo pra alcançar minha melhor amiga, ela nem sabia de nada, olhou pra mim e disse “Até que enfim ficaram” , depois disso descobri que ela sim me conhecia bem, e estava feliz por mim.
Todos os dias eu voltava do colégio com ele, a gente ficava, eu com minha frieza, terminávamos, ficávamos de novo e assim foi por quatro meses, voltamos definitivamente dia 03 de outubro de 2011.
Ele me deu uma aliança linda, do seu jeito envergonhado, mas perfeito, me levou na casa dele e me apresentou pra família.
Enfim, ficamos juntos durante 1 ano e 4 meses , terminamos durante 1 mês e nesse tempo descobrimos, que não importa nada, vamos ficar pra sempre juntos, nosso destino foi traçado, do nosso jeito desajeitado, brincalhão e louco.

Eu fecho os olhos e me vem ele a mente, só de pensar em ficar longe dele um dia já me dói o peito, os olhos se enchem de lágrimas e as pernas tremem.
Não o imagino na vida de outro alguém mandando sms que ta chegando pra matar as saudades, e nem me imagino deitada com outra pessoa falando sobre meu dia.
Só imagino ele, sinto ele, na minha vida pra sempre.